sexta-feira, 22 de julho de 2016

Trabalho

O TRABALHO - aula para infância

Objetivo: ensinar às crianças o valor e a necessidade do trabalho.

Incentivo Inicial: usar a história "A Tentação do Repouso" do livro "Pai Nosso" de Meimei. Colocar as gravuras e pedir à elas que contem a história com seu entendimento vendo as imagens. Concluir com a história como está no livro.







Em seguida propor que relembrem tudo o que fizeram até aquele momento, verificando se alguém trabalhou para que elas estivessem ali. Cada pessoa ou profissional lembrado será representada por um boneco de papel confeccionado, que será fixado no mural ou quadro.
Perguntar: se o padeiro não tivesse feito o pão? Se o lavrador não tivesse plantado e colhido a farinha? Se não tivessem tirado leita da vaca? Se não tivessem plantado e colhido o pão? Como chegaram ali? Se não houvesse motorista do ônibus? Se não tivessem fabricado o carro? Se não tivessem feito a roupa e os calçados? Se o pedreiro não tivesse construído a casa?...etc.
Enfim, muita gente trabalhou anonimamente para que todos estivessem ali.
Após esta tempestade de ideias pedir às crianças que enumerem atividades que prejudicam de alguma forma a sociedade e fixar os bonecos distante dos demais, para que percebam que o número de tarefas prejudiciais é bem menor do que aquelas que são úteis à sociedade.

Conteúdo:

  • O trabalho é a maior fonte de progresso.
  • Na Criação Divina nada está parado: o sol iluminando e aquecendo a Terra, as árvores dando frutos e purificando o ar.
  • Sem o trabalho, o homem permaneceria na infância, quanto à inteligência. Por isso é que seu alimento, sua segurança e seu bem estar dependem do seu trabalho, da sua atividade.
  • A Justiça Divina determina que cada um receba sempre a recompensa ou o sofrimento, segundo as obras que realiza.
  • Dois são os objetivos do trabalho: garantir o salário para o sustento e promover o progresso da criatura. 
  • Nossas realizações nos darão o salário justo e serão analisadas pelos nossos semelhantes, tanto os encarnados como os desencarnados.
  • Como toda ocupação útil é trabalho, atender no lar as pequenas tarefas ou empreender grandes ocupações na comunidade atendem objetivos do trabalho. 
  • Tudo será levado em conta, desde as mais simples, até as grandes realizações no campo coletivo.
  • Um trabalhador braçal é tão útil quanto um cientista, pois cada um, no seu lugar, contribui para o progresso e deve ser respeitado pela dignidade com que desenvolve o seu trabalho.
  • Como Espíritas devemos esforçar-nos para que nossas ações expressem sempre e unicamente o bem, em favor de todas as criaturas.
  • O corpo e o Espírito padecem sem o trabalho.  evolução moral e intelectual se imobilizam quando o trabalho é postergado para segundo plano. Devemos trabalhar com alegria e otimismo, certos de que o trabalho é essência da vida e toda tarefa, para ser bem executada, exige esforço, perseverança e amor.
  • O objetivo do trabalho não está unicamente no lucro, na compensação econômica que proporciona. A finalidade essencial é promover nossa evolução. Com o trabalho físico adquirimos os bens materiais, e com o trabalho espiritual conquistamos a nossa evolução e quem busca servir nunca terá motivos de arrepender-se.
  • O trabalho é sempre veículo de renovação, processo dignificante, em cujo exercício o homem se eleva, elevando a humanidade com ele.
  • As boas obras não se manifestam ruidosamente, mas se alicerçam nos exemplos de fraternidade, de altruísmo, nos testemunhos da fé renovadora e nos atos de humildade. - Aqui poderemos falar dos grandes, começando por Jesus, Francisco de Assis, Chico Xavier, Divaldo, Madre Teresa de Calcutá, entre outros.
  • Na humanidade todos dependem direta ou indiretamente do trabalho alheio. A evolução geral da humanidade se dá quando cada um realiza seu trabalho com amor e dedicação.
  • O estudo é um trabalho importante para que exista o desenvolvimento intelectual do ser.
  • As tarefas que prejudicam o desenvolvimento moral, tais como: vender cola a crianças, drogas ou objetos furtados, mendicância profissional, prostituição entre outros, devem ser substituídos por trabalhos valorosos.
  • Como vamos contribuir com o progresso da humanidade? - Enumerar no quadro o que cada criança disser. 
  • "A cada um segundo suas obras".
  • Jesus disse: "Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também.
  • Deus não precisa de nada, mas nós precisamos d"Ele e das outras pessoas. Por isso devemos fazer o melhor que pudermos. E não esperarmos somente o salário que as traças comem e os ladrões roubam, mas a alegria e a satisfação do dever retamente cumprido.

Exemplos:
  • Um cientista que descobre a cura para uma doença
  • O médico que trabalha em favor da saúde das pessoas
  • A mãe que cuida dos seus filhos, sem pedir nada em troca
  • O pai que trabalha e ajuda a manter sua família
  • O professor que instrui os alunos
  • Um motorista de ônibus que transporta com responsabilidade milhares de pessoas
  • O engenheiro que constrói casas com a ajuda
  • dos pedreiros e carpinteiros
  • A dentista que cuida de nossa boca
  • O escritor que escreve livros bons que ajudam no conhecimento e cultura
  • Os instrumentistas e cantores que enchem nossos ouvidos de belas melodias
  • O bombeiro que atende diversas emergências
  • O coletor de lixo que recolhe o lixo de nossas casas
  • O gari que varre a cidade
  • Os agricultores que plantam e colhem o que comemos.


Atividade:
Levar uma folha previamente preparada com o desenho de uma mesa pronta para o lanche. As crianças recortarão o anexo das coisas que faltam: sol na janela, prato com biscoitos, geleia e açúcar. Pintar o desenho.


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História: O pequeno herói anônimo

       A situação não estava nada fácil. O pai há muito tempo, os tinha abandonado; os irmãos mais velhos moravam nas ruas, vivendo cada um por si; a mãe, com uma doença que parecia não ter fim...
      Joãozinho, com 12 anos, é quem dava conta de tudo, fazendo pequenos serviços e biscates, para cuidar da mãe doente e alimentar os dois irmãos mais novos, preocupando-se com seus estudos, já que ele próprio não podia ir mais à escola. Quem o conhecia não podia acreditar que este menino, tão frágil, tão franzino por causa da desnutrição na infância, tivesse tanta força e coragem para suportar tudo..
      Joãozinho não reclamava de nada: nem da infância perdida, nem da escola abandonada, nem do pai irresponsável; resignado, enfrentava a situação da melhor maneira, procurando sempre estar alegre e de bom ânimo.
      Do ponto de vista comum dos homens, Deus parecia injusto colocando tanta carga de responsabilidade sobre ombros tão frágeis e desprotegidos. Porém, do ponto de vista espiritual, a visão é bem diferente. Os benfeitores espirituais e Joãozinho sabiam que esse era o único caminho para a sua redenção.
      Joãozinho, na encarnação anterior, havia sido Dr. João, filho de uma família nobre e abastada. Mas, ao invés de utilizar as facilidades e recursos de que dispunha para fazer o bem e ajudar as pessoas a se tornarem melhores, empregou-os como instrumento de opressão e satisfação dos prazeres desenfreados.
      Com o poder e o dinheiro nas mãos, destruiu família,s prejudicou pessoas, infelicitou muitos jovens. Após desencarnar, o Dr. João já não era mais famosos nem poderoso, mostrando quem realmente era: um Espírito amargurado, infeliz e arrependido do mal que provocara. Com o auxílio dos mentores espirituais planejou uma nova vida com muitas dificuldades e sofrimentos, privado de todas as facilidades materiais, onde receberia em seu lar, familiares necessitados de seus cuidados, pessoas que havia prejudicado na encarnação anterior.
      E lá vai Joãozinho, o menino que tinha tudo para ser triste e revoltado, feliz da vida, como um pequeno herói anônimo. Ele sabe, inconscientemente, que pediu e recebeu de Deus a oportunidade de resgatar débitos do passado e evoluir da melhor maneira possível: plantando e distribuindo sorrisos e amor por onde passar.

Luis Roberto Scholl


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Fixação:
História "A ociosidade" do livro E Para o Resto da Vida.









Sono e sonhos

Sono e sonhos - aula para Infância

Incentivo Inicial:começar perguntando às crianças se sonham, o que costumam sonhar, como dormem, se gostam de dormir, se conseguem controlar o sono, etc., se tiveram algum sonho na última noite, e que possam contar.
Mostrar uma gravura de uma pessoa dormindo e o Espírito liberto.

Conteúdo:

  • Durante o sono, o Espírito continua ativo.
  • O sono é o repouso do corpo, e enquanto este se recupera das energias gastas, o Espírito vai se refazer no Plano Espiritual.
  • Nem sempre o Espírito se aprimora durante o sono. Busca, às vezes, companhias espirituais outras, com as quais se afiniza, liberando suas más inclinações.
  • Liberado parcialmente do corpo, o Espírito retoma suas experiências evolutivas, pode se lembrar do passado e até mesmo antever aspectos de seus futuro.
  • o sonho é a retratação do que o Espírito viu ou ouviu durante o sono, cuja lembrança, na maioria das vezes, se mistura com suas preocupações diárias.
  • o sonho pode ser simples mentalização do Espírito em torno de suas preocupações cotidianas. Neste caso o Espírito não se afasta por completo.
  • Os Espírito em desequilíbrio podem também aproveitar do sono para atormentar àqueles que os prejudicaram no passado ou no presente ou às almas fracas e pusilânimes.
  • Graças ao sono, o Espírito encarnado está sempre em relação com o Mundo Espiritual.
  • O sono é o recreio depois do trabalho, enquanto aguardamos a desencarnação.
  • Pelo sono vivemos duas fases distintas da existência; uma do corpo físico (quando despertos) e outra no Plano Espiritual (quando em repouso).
  • Como no período do sono somos visitados pelos Espíritos Protetores, que nos auxiliam, nos instruem e alertam acerca de nossas necessidades espirituais, ou somos envolvidos por entidades ainda presas aos aspectos inferiores da vida, cabe-nos preparar conscientemente pela oração, e pedirmos à Deus e aos Bons Espíritos a sua ajuda no período do sono físico.
  • Os sonhos podem ser comparados à uma lembrança de um passeio; ou às recordações de nossa infância.
  • O sono pode ser comparado ao preso que sai da penitenciária ou ao doente que sai do hospital.
  • O Livro dos Espíritos - cap. VIII perg. 400 a 412.


Fixação: contar a história do livro "Alvorada Cristã"  - O Descuido Impensado - de Chico Xavier.

Atividade: fazer um teatro sobre o sono, usando as crianças nos seguintes papéis: uma pessoa dormindo, seu Espírito liberto, um espírito obsessor, um Espírito protetor. O Evangelizador será o narrador e diretor e dirá o que as crianças deverão dizer e fazer, levando um texto previamente elaborado. Assim as crianças não precisarão decorar o texto.
Ou a atividade abaixo:

Referências práticas para o desenvolvimento da aula:
  • As lembranças de um passeio
  • As recordações de nossa infância
  • O encontro com amigos
  • Uma viagem ou passeio agradável
  • A leitura de uma carta com notícias boas ou más
  • O preso que sai da penitenciária
  • O doente que sai do hospital
  • A visita a uma galeria de arte
  • A lembrança de um filme