sábado, 31 de dezembro de 2011
Parábola dos Trabalhadores da Última Hora
A PARÁBOLA DOS TRABALHADORES DA ÚLTIMA HORA
“Porque o reino dos Céus é semelhante a um homem pai de família, que saiu de madrugada a assalariar trabalhadores para a sua vinha.
E ajustando com os trabalhadores a um dinheiro por dia, mandou-os para a sua vinha.
E, saindo perto da hora terceira, viu outros que estavam ociosos na praça. E disse-lhes: - Ide vós também para a vinha e dar-vos-ei o que for justo. E eles foram.
Saindo outra vez, perto da hora sexta e nona e fez o mesmo, saindo perto da hora undécima, encontrou outros que estavam ociosos, e perguntou-lhes: - Por que estais ociosos todo o dia?
E, disseram-lhes eles: - Porque ninguém nos assalariou. Disse-lhe ele: - Ide vós também para a vinha e recebereis o que for justo.
E, aproximando-se a noite, diz o senhor da vinha ao seu mordomo: - Chama os trabalhadores, e paga-lhes o jornal, começando pelos derradeiros até os primeiros.
E, chegando os que tinham ido perto da hora undécima, receberam um dinheiro cada.
Vindo, porém, os primeiros, cuidaram que haviam de receber mais; mas do mesmo modo receberam um dinheiro cada.
E, recebendo, murmuravam contra o pai de família dizendo: - Estes derradeiros trabalharam só uma hora, e tu os igualaste conosco, que suportamos a fadiga e a calma do dia.
Mas, ele, respondendo, disse a um deles: - Amigo, não te faço agravo; não ajustaste tu comigo um dinheiro?
Toma o que é teu, e retira-te: eu quero dar a estes derradeiros tanto como a ti.
Ou não me é lícito fazer o que quiser do que é meu? Ou é mau o teu olho porque eu sou bom?
“Assim os derradeiros serão os primeiros, e os primeiros derradeiros: porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos.”
(Mateus: Cap.20, v. 1-16)
Em perfeita similitude com todas as demais parábolas de Jesus, esta também encerra um ensinamento velado, dirigido a todos os seres humanos.
Nela não sabemos o que mais apreciar, se o encanto representado pelo elevado discernimento do seu principal protagonista, quando diz: “ou é mau o teu olho porque sou bom?”, revelando inequívoca forma de expressar a magnitude do amor que nutria em seu coração; ou, o conteúdo intrínseco da mensagem, representando autêntico sinal de alerta dirigido àqueles que se encastelam em princípios arcaicos, dogmatizados, petrificados, sustendo as suas idéias em qualquer terreno, mesmo que elas sejam conflitantes com a verdade, desde que lhes propiciem a oportunidade de se manterem nas posições de líderes ou como participantes de uma casta privilegiada.
De forma reiterada, deparamos com “homens de dura cerviz e incircuncisos de coração”, conforme exarado judiciosamente nos Evangelhos, os quais não se conformam com as idéias novas e com as situações que venham a ferir o seu orgulho de pseudo-sábios, esquecendo-se das ponderações do grande apóstolo dos gentios, quando afirmou que “a sabedoria humana é loucura perante Deus”.
O homem fanatizado, dificilmente, se dispõe a negar as suas convicções mais caras, fazendo-o somente após esgotar todos os recursos, na vã tentativa de fazer com que elas prevaleçam. Foi por isso que Jesus Cristo nos recomendou: “não colocar vinho novo em odres velhos”. Unicamente, após disparar o último cartucho na defesa ma muralha que julgou inexpugnável, cede ele terreno em suas enraigadas convicções, e passa a palmilhar o terreno adredemente preparado por aqueles que já foram “libertos pela verdade”.
O objetivo básico do ensinamento propiciado por Jesus, ao ensinar a Parábola dos Trabalhadores da Última Hora, foi fazer com que seus seguidores, contemporâneos ou pósteros, vissem nela o mais irretorquível desmentido àqueles que pensam fazer com que suas idéias pessoais anulem ou protelem a implantação das idéias universais, já consagradas pela comprovação da verdade.
O Meigo Nazareno é incisivo na demonstração clara e precisa de Sua assertiva. Os convocados da primeira hora nem sempre são os mais animosos no desempenho das tarefas nobilitantes que lhe são confiadas: criam sistemas, erigem esquemas, articulam propósitos menos edificantes, malbaratam valores e, sobretudo, procuram fazer salientar um personalismo crasso, esquecidos dos reflexos de que seus ensinos, puramente humanos, possam ter no processo de divulgação das verdades eternas, que são o sustentáculo e a razão primária do advento dos antigos profetas e do próprio Jesus Cristo, na face da Terra.
Os Trabalhadores da Última Hora são aqueles que se insurgem contra os tradicionalismos das doutrinas deletérias preconcebidas e contra toda a forma de superstições, libertando-se das cadeias do obscurantismo e adentrando a porta larga dos princípios liberais e sadios, os quais impulsionam as criaturas rumo ao Criador. São aqueles que não pactuam com o “fermento do farisaísmo”, e tem a verdade que, no dizer evangélico, colocam a luz sobre o velador, para a iluminação de todos, sem exceção.
Os Trabalhadores da Última Hora são os cristãos-novos, aqueles que atendem a voz do pastor, no sentido de restabelecer na Terra as primícias do Vero Cristianismo; e cegos que querem ver, que não se conformam com a cegueira.
Por outro lado, os trabalhadores das primeiras horas foram os primitivos hebreus, com seus vãos tradicionalismos, entrecortados de normas rígidas e apenas suportáveis naquela época; foram os primitivos cristãos indecisos no tocante ao verdadeiro sentido libertador do Cristianismo nascente, divididos entre “homens da circuncisão e homens da incircucisão”; foram os cristãos da Idade Medieval, subjugados pela tara hedionda do fanatismo, do ódio, da vingança, do monopólio de uma suposta verdade, que pretendiam fazer prevalecer à ferro e fogo; foram os cristãos do fim da Idade-Média, digladiando-se por causa de irrisórias divergências doutrinárias de bitola estreita, aniquilando-se por causa de reformas e contra-reformas, enquadrando-se na figura evangélica de “coar um mosquito e engolir um camelo”, foram os invigilantes filósofos cristãos dos séculos XVIII e XIX, impotentes para conter as investidas do materialismo desintegrador.
No desenvolvimento da parábola, Jesus Cristo não anulou o esforço e a lide dos trabalhadores das primeiras horas, afirmando mesmo que receberam salário compatível com as tarefas desempenhadas, tendo havido apenas a diferença que eles foram tardios na execução das tarefas que lhe foram atribuídas, pois, perderam precioso tempo com a prática de tradições e no preparo das algemas dogmáticas, das quais vieram a se tornar os próprios prisioneiros.
A lei da reencarnação torna a parábola em apreço bastante eqüitativa, porque, através dela os trabalhadores das primeiras horas, no desenvolvimento de novas vidas sucessivas, se tornaram também os próprios obreiros das horas subseqüentes, percebendo salários compatíveis.
Uma particularidade deve, no entanto, ser ressaltada na parábola: quando foram convocados os obreiros da undécima hora. O senhor lhes perguntou: - Por que estais ociosos? Ao que responderam: - Porque ninguém nos assalariou! Tais homens não estavam malbaratando o tempo deliberadamente ou por negligência, mas sim, porque não foram convocados para o trabalho. Como vê, existe grande diferença entre estes e aqueles que são convocados para o trabalho do Senhor, entretanto não se dispõem a essas tarefas edificantes, preferindo perder o tempo precioso em vícios e prática de coisas negativas.
Somente podem ser considerados autênticos Trabalhadores da Última Hora aqueles que alimentam uma vontade robusta de servir a causa do Cristo, vivendo os seus edificantes ensinamentos.
AS MARAVILHOSAS PARÁBOLAS DE JESUS – Paulo Alves Godoy
MISSÃO DOS ESPÍRITAS
Não escutais já o ruído da tempestade que vai arrebatar o velho mundo e abismar no nada o conjunto das iniqüidades terrenas? Bendizei o Senhor, vós que haveis posto a vossa fé na Sua soberana justiça e que, novos apóstolos da crença revelada pelas proféticas vozes superiores, ides pregar a lei da reencarnação e da elevação dos Espíritos, conforme tenham cumprido, bem ou mal, suas missões e suportado suas provas terrestres.
Deixai de temores! As línguas de fogo estão sobre as vossas cabeças. Oh, verdadeiros adeptos do Espiritismo: vós sois os eleitos de Deus! Ide e pregai a palavra divina. É chegada a hora em que deveis sacrificar os vossos hábitos, os vossos trabalhos, as vossas futilidades, à sua propagação. Ide e pregai: os Espíritos elevados estão convosco. Falareis, certamente, a pessoas que não quererão escutar a palavra de Deus, porque essa palavra os convida incessantemente ao sacrifício. Pregareis o desinteresse aos avarentos, a abstinência aos dissolutos, a mansuetude aos tiranos domésticos, como aos déspotas, palavras que serão perdidas, bem o sei, mas que importa? É preciso rotear com o vosso suor o terreno em que deveis semear, de vez que não frutificará nem produzirá senão pelos esforços reiterados da enxada e da charrua evangélicas. Segui e pregai.
Sim, todos vós, homens de boa fé que, olhando os mundos espalhados no espaço infinito, compreendeis vossa inferioridade; lançai-vos em cruzada contra a injustiça e a iniqüidade. Ide e derrubai o culto do bezerro de ouro, que diariamente se desenvolve. Ide, que Deus noz conduz! Homens simples e ignorantes, vossas línguas serão desatadas e falareis como nenhum orador. Ide e pregai; e as populações atentas recolherão felizes, vossas palavras de consolo, de fraternidade, de esperança e de paz.
Que importam as ciladas que armarem no vosso caminho? Somente os lobos caem nas armadilhas de lobos, pois o pastor saberá defender as suas ovelhas contra os carrascos imoladores.
Ide, homens grandes perante Deus e que, mais felizes que São Tomé, credes sem ver, e aceitais os fatos da mediunidade, mesmo quando não os obtivestes pessoalmente; ide, que o Espírito de Deus vos conduz.
Marchai, pois, para a frente, grandiosa falange de fé! E os pesados batalhões dos incrédulos de desvanecerão diante de vós, como as névoas da manhã aos primeiros raios do sol.
A fé é a virtude que transporta montanhas, disse Jesus, entretanto, mais pesados que as mais pesadas montanhas, jazem no coração do homem a impureza e todos os vícios da impureza. Parti, pois, com coragem, para transportar essa montanha de iniqüidade que as gerações futuras só devem conhecer como uma lenda, do mesmo modo que vós, só muito imperfeitamente, conhecei as do período anteriormente à civilização pagã.
Sim; terremotos morais e filosóficos vão sacudir todos os pontos do globo. Chegou a hora em que a luz divina deve brilhar nos dois mundos. Ide, pois, e levai a palavra divina: aos grandes que a desprezarão, aos eruditos que exigirão provas, aos pequenos e simples que a aceitarão; porque principalmente entre os mártires do trabalho, desta provação terrena, encontrareis fervor e fé. Ide; estes receberão, com hinos de gratidão e louvores a Deus, a santa consolação que lhes levareis, e baixarão a fronte, rendendo-lhe graças pelas aflições que a Terra lhes destina.
Que vossa falange se arme, pois, de resolução e de coragem. À obra! O arado está preparado; a terra espera; é preciso trabalhar. Arme-se a vossa falange de decisão e coragem! Mãos à obra! O arado está pronto; a terra espera; arai!
Ide e agradecei a Deus a gloriosa tarefa que Ele vos confiou; mas atenção! Entre os chamados para o Espiritismo muitos se transviaram; reparai, pois, vosso caminho e segui a verdade.
Pergunta: - Se, entre os caminhos para o Espiritismo, muitos se transviaram, quais os sinais pelos quais reconheceremos os que se acham no bom caminho?
Resposta: - Podeis reconhecê-los pelos princípios da verdadeira caridade, que ensinarão e praticarão: pelo número de aflitos a que levam consolo; pelo seu amor ao próximo, pela sua abnegação, pelo seu desinteresse pessoal, e, finalmente pelo triunfo de seus princípios, porque Deus quer o triunfo de Sua lei; os que seguem Sua lei, esses são os escolhidos e Ele lhes dará a vitória; mas Ele destruirá aqueles que falseiam o espírito dessa lei e fazem dela degrau para contentar sua vaidade e sua ambição. (Erasto, Paris, 1863.)
O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO – Allan Kardec – Cap.XX – 4.
AO TAREFEIRO ESPÍRITA
Companheiro de ideal,
Ante a luz do Espiritismo,
Perseveranças na fé
Sem laivos de fanatismo.
Prossigamos na tarefa
De divulgar a Verdade
Com a palavra do exemplo,
Na lição da Caridade.
Não critiquemos a crença
De ninguém, seja qual for,
Trabalhando com afinco
Na reforma interior
Evitemos a polêmica
Tão a gosto dos ateus. . .
Não há maior contra-senso
Que a briga em nome de Deus.
O tempo passa depressa. . .
Não adiemos a hora.
O dever que nos compete,
Busquemos cumprir agora.
Reflitamos neste aviso
Que o Mestre Amado nos dá:
De quem muito recebeu,
Muitos mais se pedirá.
Dizendo seguir o Cristo,
A mostrar-se irritadiço,
Há médiuns que quer ser visto,
Mas não deseja serviço.
Mediunidade é sentido
Que no homem desabrocha,
E se faz desenvolvido
Quanto mais nele se arrocha.
Médium que pensa no Céu,
Mas não estuda e trabalha,
É nuvem vagando ao léu
Que ao dar o vento se espalha.
Ser médium no Espiritismo
É ser um homem comum,
Evitando o fanatismo
Que arrasa com qualquer um.
O médium na sua lida,
Na tarefa a que se exorte,
É combatente da vida
Na vitória contra a morte.
DOR E LUZ – Eurícledes Formiga – Carlos A. Baccelli. Cap.15
TRABALHO DE ÚLTIMA HORA
A pretexto de cansaço ou necessidade urgente de repouso, não postergues a ensancha abençoada do trabalho que agora te chega, na Vinha do Senhor.
O trabalho do bem não apenas engendra o progresso, mas estatui a paz.
Dínamo gerador do desenvolvimento e estímulo da ordem, o trabalho é manifestação de sabedoria, desde que o esforço encetado se dirija à execução superior.
Sejam quais forem as circunstâncias, reverencia o trabalho como meio e meta para a harmonia íntima e o equilíbrio externo.
Enquanto trabalhas, olvidas problemas e superas limitações, consubstancializas ideais e incrementas a felicidade. Em retribuição, a atividade ordeira te proporciona esperanças, modificando as paisagens por mais complexas e pressagas se te apresentem.
Convidado à Seara do Senhor não examines dificuldades nem recalcitres ante as necessidades urgentes com que depares.
Mediante a operação socorrista na lavoura dos corações, lograrás vantajosas conquistas contra os contumazes verdugos do espírito: egoísmo, paixão, ódio que dormem ou que se agitam nos dédalos da vida mental. . . .
Quase sempre ajudas com a esperança de imediata retribuição e reages porque não recebes em seguida...
Consideras as circunstâncias em que os outros atuam e conferes resultados, arbitrando com a visão distorcida do que supões merecer.
A honra do trabalhador, no entanto, se exterioriza pela satisfação do labor executado.
O serviço de Deus é comum para todos, facultando operações incessantes com que se pode desenvolver a felicidade na Terra.
Pouco importa a hora que se haja compreendido a significação do divino chamado.
Assim, não te deixes perturbar ante os que estão à frente, nem lamentes os que seguem à retaguarda.
Importa-te em proceder com dedicação desde hoje, aqui e agora.
Descobre uma dentre as mil maneiras de atuar edificando e serve, atendendo o chamado do Senhor, que prossegue aguardando os que desejam trabalhar na Sua vinha.
Nenhum olhar para trás, nenhuma medida de distância à frente.
Os últimos chamados, qual o que ocorre contigo, receberão a recompensa prometida, não obstante o pouco tempo de que disponham para trabalhar com Jesus e por Jesus.
LEIS MORAIS DA VIDA – Joanna de Ângelis – Divaldo Pereira Franco – Cap. 8
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Os Trabalhadores da Última Hora
ü
Existem
muitos líderes no mundo que não aceitam ideias novas e situações que venham a
ferir seu orgulho.
ü
O
homem fanatizado, dificilmente, se dispõe a negar suas convicções mais caras.
Jesus recomendou: “Não colocar vinho novo em odres velhos”. – É como querer que um padre aceite o
Espiritismo.
ü
O
objetivo básico do ensinamento de Jesus foi fazer que seus seguidores contemporâneos
ou pósteros vissem nele o mais irretorquível desmentido àqueles que pensam
fazer com que suas ideias pessoais anulem ou protelem a implantação das ideias
universais, já consagradas pela comprovação da verdade. – Jesus, embora perfeito, era um homem simples, sem riqueza material.
Como fazer com que as igrejas atuais deixem o luxo, a pompa, a vaidade de seus
líderes para seguir o modelo de nosso Irmão Maior?
ü
Os
convocados da primeira hora (os religiosos) nem sempre são os mais animosos no
desempenho das tarefas nobilitantes que lhe são confiadas: criam sistemas,
erigem esquemas, articulam propósitos menos edificantes, malbaratam valores – São como os representantes do povo (os
políticos) que criam regras para o povo, mas não as seguem. As leis servem para
todos, menos eles, que criam leis próprias para si.
ü
Os
Trabalhadores da Última Hora são aqueles que se insurgem contra os
tradicionalismos das doutrinas deletérias preconcebidas e contra toda a forma
de superstições, libertando-se das cadeias do obscurantismo e adentrando a
porta larga dos princípios liberais e sadios, os quais impulsionam as criaturas
rumo ao Criador.
ü
São
aqueles que atendem a voz do pastor (Jesus), os cegos que querem ver, que não
se conformam com a cegueira.
ü
Os
trabalhadores da primeira hora foram os primitivos hebreus com regras rígidas,
foram os primitivos cristãos indecisos que não compreenderam o sentido
libertador do Cristianismo, foram os cristãos da Idade Medieval, fanáticos, com
desejos de ódio, vingança, monopolização de uma suposta verdade, foram os
cristãos da Idade Média brigando por causa de divergências doutrinárias,
criadores da Reforma – Quando Martinho
Lutero não compreendeu a mensagem Divina e acabou criando uma nova religião
cristã, que continuou com dogmas, rituais, etc.
ü
Jesus
não anulou o pagamento desses trabalhadores, tendo havido apenas a diferença
que eles foram tardios na execução das tarefas que lhe forma confiadas, pois
perderam precioso tempo com a prática de tradições e no preparo de dogmas, dos
quais de tornaram prisioneiros. - Cada
um recebe conforme o trabalho executado. Se os trabalhadores da primeira hora
tivessem executado a tarefa que lhes foi confiada, não seria necessário Deus
contratar os demais trabalhadores.
ü
Os
últimos que foram convidados não estavam perdendo tempo deliberadamente, mas
porque não foram convidados para o trabalho. Como vemos existe grande diferença
entre os primeiros que não se dispõem a essas tarefas edificantes, preferindo
perder o tempo precioso em vícios e prática de coisas negativas.
ü
Somente
podem ser considerados autênticos Trabalhadores da Última Hora aqueles que
alimentam uma vontade robusta de servir a causa do Cristo, vivendo os seus
edificantes ensinamentos.
ü
“Oh!, verdadeiros adeptos do Espiritismo: vós sois os
eleitos de Deus! Ide e pregai a palavra divina. É chegada a hora em que deveis
sacrificar os vossos hábitos, os vossos trabalhos, as vossas futilidades, à sua
propagação. Ide e pregai: os Espíritos elevados estão convosco. Falareis, certamente,
a pessoas que não quererão escutar a palavra de Deus, porque essa palavra os
convida incessantemente ao sacrifício...”
ü
“À obra! O arado está preparado; a terra espera; é
preciso trabalhar...”
ü
“Enquanto trabalhas, olvidas problemas e superar
limitações... A honra do trabalhador, no entanto, se exterioriza pela
satisfação do labor executado... Importa-te em proceder com dedicação desde hoje,
aqui e agora... Os últimos chamados, qual o que ocorre contigo, receberão a
recompensa prometida, não obstante o pouco tempo de que disponham para trabalhar
com Jesus e por Jesus.” (Joanna de Ângelis)
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TEMA
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INCENTIVO INICIAL
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ATIVIDADE
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Trabalhar com vontade no bem
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Questionar: uma mãe tem dois filhos. Na hora do almoço, um come bem devagar e sem vontade, o outro chega mais tarde para o almoço, mas come com vontade. Os dois comem a mesma quantidade. Com qual dos dois a mãe fica mais satisfeita? (Com o que chegou mais tarde).
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Vamos desenhar nosso Centro Espírita. Nós aqui temos o trabalho das palestras, a evangelização, os passes... Cada criança escolhe o que vai desenhar.
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Parábola dos Talentos
A PARÁBOLA DOS TALENTOS
“Porque isto é também como um homem que, partindo para fora da terra, chamou os seus servos e entregou-lhes os seus bens.
E a um deu cinco talentos, e a outro dois, e a outro um, a cada um segundo a sua capacidade, e ausentou-se logo para longe.
E tendo ele partido, o que recebera cinco talentos negociou com eles, e granjeou outros cinco.
Da mesma sorte, o que recebera dois, granjeou outros dois.
Mas o que recebera um, foi e cavou na terra e escondeu o dinheiro do seu senhor.
E muito tempo depois veio o senhor daqueles servos, e fez contas com eles.
Então aproximou-se o que recebera cinco talentos, e trouxe-lhe outros cinco, dizendo: - Senhor, entregaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco talentos que granjeei com eles.
E o senhor lhe disse: - Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do seu senhor.
E chegando também o que tinha recebido dois talentos, disse: - Senhor, entregaste-me dois talentos, eis que com eles granjeei outros dois.
Disse-lhe o senhor: - Bem está, bom e fiel servo. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.
Mas, chegando também o que recebera um talento, disse: - Senhor, eu conhecia-te, que és um homem duro, que ceifas onde não semeaste e ajuntai onde não espalhaste;
E, atemorizado, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu.
Respondendo, porém, o seu senhor, disse-lhe: - Mau e negligente servo; sabes que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei;
Devias então ter dado o meu dinheiro aos banqueiros, e, quando eu viesse, receberia o meu com juros.
Tirai-lhe pois o talento, e dai-o ao que tem os dez talentos.
Porque a qualquer que tiver será dado, e terá em abundância; mas ao que não tiver, até o que tem ser-lhe-á tirado.
Lançai pois o servo inútil nas trevas exteriores; ali haverá pranto e ranger de dentes.”
(Mateus: cap. 25, v. 14-30)
Dentre as parábolas de Jesus, talvez esta seja uma das mais importantes, pois, indubitavelmente, ela encerra severa admoestação aos que não fazem bom uso das oportunidades que Deus lhes concede, quando do desempenho do aprendizado terreno.
Todos nós somos aquinhoados com uma parcela de bens quando nascemos na Terra: riqueza, sabedoria e outros bens, e, algumas vezes, todos eles juntos. Tudo isso em maior ou menor proporção, entretanto, uma coisa é inquestionável: a quem muito foi dado, muito será pedido, ou, em outras palavras, teremos que prestar contas de tudo aquilo que nos foi confiado, na proporção que tenhamos recebido.
Na parábola deparamos com três personagens distintos: um deles recebendo cinco talentos, outro recebendo dois e o terceiro recebendo apenas um. Os dois primeiros, embora recebendo quantidades diferentes, foram previdentes e aplicaram o que haviam recebido, acumulando juros e prestando contas satisfatórias a seu senhor; o terceiro, por sua vez, embora recebendo a menor quantia, enterrou-a, deixando-a completamente improdutiva, tendo por isso sido severamente admoestado pelo seu senhor, em face de não ter procurado aumentar o capital que lhe fora confiado.
Em nossa vida de relação ocorre o mesmo. Muitos de nós somos aquinhoados com sabedoria e outros bens, aplicamo-os de forma a aumentar o nosso cabedal de conhecimento, prestando contas a Deus quando da nossa reintegração no mundo espiritual, fazendo jus à recompensa, traduzida nas palavras: “Servo bom e fiel, foste fiel no pouco, muito te será confiado”.
Existem, porém, os que guardam egoisticamente para si tudo aquilo que recebem, “enterram os talentos”, não beneficiando nem a si próprio nem ao seu próximo. Tanto os talentos e eles ficaram improdutivos.
Um exemplo típico do servo bom e fiel, que soube aplicar e multiplicar os talentos recebidos, nos é propiciado por Paulo de Tarso. Recebendo na estrada de Damasco, o convite generoso para seguir a Jesus, não trepidou, e os talentos que havia recebido, e que até então estavam enterrados, duplicaram, triplicaram, quadruplicaram. . .
Enquanto era implacável perseguidor dos cristãos e amante das tradições religiosas, distanciadas da verdade, ele havia enterrado os talentos, porém, tão logo se transformou no maior paladino da divulgação cristã, tornando-se de vacilante discípulo em verdadeiro consolidador das verdades cristãs, ele fez com que os seus talentos multiplicassem, merecendo de Jesus o qualificativo de “servo bom e fiel”, a quem muito mais seria confiado.
Ao homem compete a responsabilidade de retribuir, pelo menos de forma duplicada, tudo quanto tenha recebido de Deus, no entanto, mergulha na nulidade o que não faz com que os bens recebidos produzam frutos na proporção de cinqüenta, sessenta ou cem por um, conforme preceitua a Parábola do Semeador.
Podemos simbolizar os que enterram seus talentos, homens como os doutores da Lei, do tempo de Jesus, os quais, com receio de perderem suas posições terrenas, não hesitaram em se insurgir contra as verdades trazidas por Jesus Cristo e até aprovando a sua condenação.
Em perfeita similitude com a Parábola da Candeia, a Parábola dos Talentos nos dá um senso de responsabilidade no desenvolvimento de nossa vida terrena.
Homem diligente e sábio é aquele que faz com que os homens que Deus lhe confiou, se dupliquem, beneficiando a coletividade e disseminando bens de todos os matizes, trazendo luz e esclarecimento àqueles que necessitam.
Homem negligente é o que enterra os talentos, é o que guarda as suas aquisições espirituais apenas para si, fazendo com que ela se torne improdutivas, constituindo um verdadeiro peso morto no seio da Humanidade.
O homem, que enterra o seu talento, equivale ao que acende a luz e a coloca sob um vaso. Um deixa de beneficiar os seus semelhantes, outros deixa de iluminar aqueles que estão carentes de luz.
AS MARAVILHOSAS PARÁBOLAS DE JESUS – Paulo Alves Godoy
A PARÁBOLA DOS TALENTOS
O capítulo XVI de “O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO”, uma das obras integrantes do Pentateuco kardequiano, encerra preciosos comentários sobre a Parábola dos Talentos, extraída do Evangelho de Mateus, Capítulo XXV, v. l4.
De entre esses comentários, destacamos aquele que nos parece de autoria do próprio Allan Kardec, embora não leve o seu nome. O estilo, dentro daquela linha de coerência e objetividade características do mestre lionês, reforça a nossa suposição. Assim sendo, tomemos a dissertação a respeito da passagem evangélica, como da lavra do Codificador dos princípios básicos da Doutrina Espírita.
O arrazoado fundamenta-se na palpitante questão da desigualdade das riquezas, “um dos problemas que em vão se procura resolver, ao considerar-se apenas a vida atual”. Após esta breve, porém incisiva colocação, Kardec indaga: “Por que motivo não são todos os homens igualmente ricos?” E ele próprio responde, nestes termos: “Não o são pelo fato muito simples de não serem igualmente inteligentes, ativos e laboriosos para adquirirem a riqueza, nem sóbrios e previdentes para a conservarem”.
“Ademais – continua Kardec – está matematicamente demonstrado que a fortuna igualmente repartida daria a cada pessoa bem pequena e insuficiente parcela.” De fato. Além de esse processo provocar o desequilíbrio econômico, criaria outros graves e decorrentes problemas de profunda repercussão social. Recorda-nos, a propósito, o que aconteceu ao círculo apostólico de Jerusalém, após a desencarnação do Mestre Jesus, quando se pretendeu instituir um “fundo comum de participação”, igualando-se, todos, econômica e financeiramente.
Essa experiência comunitária viria encontrar fortes obstáculos que tenderam à sua dissolução. E por quê? Pelos mesmos motivos já apontados por Kardec, além das diferenças de caracteres, e, sobretudo, pelas inevitáveis pressões ambientais, além das fronteiras do grupo. Talvez, porém, desse certo se se tornasse hermético quais certas ordens religiosas, que se isolam. . . e se estiolam.
Utópica seria, pois, qualquer tentativa de se estabelecer paridade econômica e financeira entre os homens, porque iria de encontro a naturais anseios de desenvolvimento das potencialidades morais e espirituais, acicates que impulsionam os Espíritos para frente e para o alto.
Um dia, talvez, vivamos em sociedade onde prevaleça a justiça social e a eqüitativa distribuição da renda, com base nas leis naturais, porquanto a igualdade, em termos absolutos, como se pretende, torna-se impraticável, levando-se em consideração que a perfeição é infinita; e, destarte, sendo infinita, onde a igualdade plena?
Enquanto isso, procuremos, a todo o custo, tentar por em prática os ordenamentos evangélicos, ponto de partida para a consecução de nossos mais lídimos e transcendentais desideratos: a conscientização das realidades da existência, em espírito e verdade!
ELUCIDAÇÕES KARDECISTAS – Carlos Bernardo Loureiro – cap. 3
INVESTIMENTOS
Na desenfreada correria da ambição, a que se vê impelido, o homem moderno investe.
Investimento na bolsa de valores, perseguindo moedas, acumulando títulos contábeis.
Investimento nas loterias. Tentando as raras explosões da “sorte”.
Investimento em negócios mirabolantes, buscando resultados de alta compensação.
Investimento nos jogos cambiais, ante as perspectivas da oscilação freqüente da moeda-ouro, na balança internacional, para os cometimentos da estroinice.
Investimento no mercado de capitais, para os grandes jogos financeiros, de modo a alcançar as altas metas do poder terreno.
Investimento da saúde nas competições desportivas, disputando primazia.
Investimento de paz, nos complexos mecanismos da usura como da desonestidade, por cujos processos supõe e quer vencer. . .
E não poucos são vencidos em tais investimentos, padecendo neuroses angustiantes, aflições inomináveis, desgovernos odientos.
A máquina publicitária, muito bem trabalhada para estimular a ganância dos incautos que sintonizam com os refrões da moda negocista, estimula o comércio hediondo do sexo desgovernado, conspirando afrontosamente contra as fontes genésicas, abastardando-as, ante a conivência e aceitação mais ou menos generalizada.
A onda alucinógena, invadindo lares e educandários, reduz as aspirações da inteligência e as expressões da emotividade, conduzindo todos às fugas espetaculares da realidade objetiva, facultando inevitáveis conúbios obsessivos com desencarnados do mesmo teor, em intercâmbio nefário.
A pregação da filosofia cínica encarrega-se de descoroçoar os ideais da beleza, fomentando os campeonatos da insensatez como da desordem, reduzindo a cultura e a moral à condição de ultrapassadas pelo impositivo da nova ordem em que os valores apresentados são destituídos de valor real.
Indubitavelmente o progresso é imperiosa necessidade de crescimento.
Progressos, no entanto, na vertical das conquistas superiores e não na horizontalidade das paixões animalizantes e dos agentes dissociativos da comunidade, da família, do indivíduo.
Investe, porém, tu, espírito imortal.
Sem que abandones o campo de trabalho onde foste convidado a operar, lembra-se dos tesouros inesgotáveis da vida e aplica algum capital de horas, de valores monetários, morais, intelectuais e da saúde nos sublimes comércios com a Espiritualidade Superior.
Com certeza, no jogo dos investimentos chegará a hora da prestação de contas, e então compreenderás que imediatos ficarão retidos nas aduanas da Terra, enquanto os da vida abundante, e somente estes, seguirão contigo por todo o sempre.
FLORAÇÕES EVANGÉLICAS – Joanna de Ângelis – Divaldo Pereira Franco – cap. 6
TEMA
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INCENTIVO INICIAL
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ATIVIDADE
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Desenvolvimento de nossas qualidades para auxílio do próximo
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Apresentar um desenho de uma vela (passar gliter na chama), com um papel (como uma janela) para cobri-la.
Questionar: qual a utilidade da vela? Como usamos uma vela?
Mostrar e cobrir a vela.
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Desenho livre de uma vela e colagem de papel picado colorido. Passar gliter na chama da vela.
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Parábola dos Primeiros Lugares
OS PRIMEIROS LUGARES
“Tendo Jesus entrado em casa de um dos principais fariseus a fim de ali tomar sua refeição, ao notar como os convidados escolhiam os primeiros assentos à mesa, propôs-lhes uma parábola, dizendo: “Quando fores por alguém convidado para um casamento, não te sentes no primeiro lugar, para não suceder que seja por ele convidada uma pessoa mais considerada do que tu e, vindo o que convidara a ti e a ele, te diga: dá o teu lugar a este; e então vás, envergonhado, ocupar o último lugar.
Em vez disso, quando fores convidado, vai tomar o último lugar, para que, quando vier o que te convidou, te diga: amigo, senta-te mais para cima; então será para ti uma honra diante de todos os demais convivas. Pois todo o que se exalta, será humilhado; e todo o que se humilha, será exaltado.”
(Lucas, Cap.14, v. 7-11)
Com tal parábola, Jesus aconselha que cultivemos a humildade e o desprendimento, virtudes que, reiteradas vezes, apresentou como características essenciais do verdadeiro cristão.
Adquiri-las, entretanto, não é nada fácil, pois requer o sacrifício de nosso personalismo, e os terrícolas, salvo raras exceções, estamos vivendo ainda uma fase da Evolução, em que predomina o “egoísmo”, ou seja, o amor exagerado a nós próprios, cada qual procurando garantir sua felicidade, sem preocupar-se com os outros, havendo alguns, mais atrasados, que pensam obtê-la conduzindo-se abertamente contra os outros.
A felicidade real e duradoura, todavia, só será conhecida pelos homens à medida que se libertem de seus pensamentos e desejos egoístas; quando vivam, não apenas para si mesmos, mas para o bem de todos, transformando-se em instrumentos conscientes das forças superiores que trabalham pela redenção da Humanidade.
“Sabeis – dissera o Mestre de outra feita – que os príncipes das gentes dominam os seus vassalos e que os maiores exercitam o seu poder sobre eles. Não serão assim entre vós outros; pelo contrário, o que quiser ser o maior entre vós, esse seja o que vos sirva, e o que quiser ser o primeiro, esse seja o vosso servo, assim como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar sua vida em resgate de muitos.” (Mateus cap..20, v. 25-28)
Espiritualmente falando, não há, pois, para os discípulos do Cristo, outro privilégio senão o de servir, e servir por amor, com dedicação e altruísmo, pois o que se faça por interesse pessoal ou por vanglória não produz nenhum resultado superior.
Servir, no sentido cristão, é esquecer de si mesmo, e devotar-se amorosamente ao auxílio do próximo, sem objetivar qualquer recompensa, nem mesmo o simples reconhecimento daqueles a quem se haja beneficiado.
O Espiritismo nos mostra, através das vidas sucessivas, outra aplicação dessa parábola. Os que, em uma encarnação, ocupem as mais altas posições na sociedade, mas se deixam dominar pela ambição, pelo orgulho e pela vaidade, colocando-se arrogantemente acima dos outros, poderão descer, na encarnação seguinte, às mais ínfimas condições. Por outro lado, os que suportem com paciência e resignação o infortúnio de uma existência de pobreza e de humilhações, receberão, a seu tempo, a devida recompensa.
Não disputemos, pois, os lugares de destaque, nem aspiremos a ser dos primeiros entre os que rendem culto às fatuidades mundanas, nem nos afadiguemos na conquista da fortuna, para forçar o acatamento e as honras do conglomerado social a que pertencemos. Seja a nossa luta no sentido de eliminar as diferenças abismais que separam, uns dos outros, os filhos de Deus; seja o nosso ideal formar ao lado daqueles que dão o melhor de suas energias e capacidades para melhorar os homens a aperfeiçoar-lhes as instituições; e seja o nosso maior empenho aproveitarmos as muitas oportunidades que se nos apresentam, diariamente, de sermos úteis e prestativos aos nossos semelhantes.
Sobretudo, guardemo-nos de fazer alarde de nossos méritos pessoais, consideremo-nos sempre servos inúteis, atribuindo a Deus as boas coisas que possamos realizar, porquanto, “todo o que se exalta, será humilhado, e todo o que se humilha, será exaltado”.
Parábolas Evangélicas – Rodolfo Calligaris 3ª ed. RJ, FEB, 1983, pág. 81-84 –
AINDA A HUMILDADE
A força da humildade!
Grandiosa, passa na maioria das vezes como fraqueza, ante os conceitos gastos da falsa moral. Tão nobre que se desconhece a si mesma.
Atravessa uma existência sem despertar atenção, e nisso reside a essência do seu valor.
Serva fiel do dever, não malbarata o tempo nas frivolidades habituais que exaltam os ouropéis. Avança sempre, produzindo com objetividade na direção dos fins que busca colimar.
A humildade é muito ignorada.
Virtude excelente é precioso aroma de sutil característica que vitaliza os que a conduzem.
Toma diversas aparências conforme as necessidades das circunstâncias em que se manifesta. Aqui é renúncia, cedendo a benefício geral, esquecida de si mesma; adiante é perdão a serviço da paz de todos; além é bondade discreta, produzindo esperança; hoje é indulgência para oferecer nova oportunidade; amanhã é beneficência para manter a misericórdia; é sempre a presença de Jesus edificando a felicidade onde quer que escasseie a colheita da luz.
A humildade, porém, somente é possível quando inspirada nos ideais da verdade. Enquanto o homem não se abrasa da certeza da vida superior, a humildade não lhe encontra guarida.
Sabendo que a Terra é uma escola de experiências e ensaios da vida para a verdade, do mundo somente lhe vê as oportunidades de progresso, compreendendo a necessidade de aproveitar as horas.
Todos os grandes heróis do pensamento, os mártires da fé e os santos da renúncia para lobrigarem o êxito dos objetivos a que ligaram a existência, se firmaram na humildade por saberem do pouco valor que representavam ante as grandes diretrizes da vida.
A humildade em última análise representa submissão à vontade de Deus, doação plena e total às Suas mãos, deixando-se conduzir pela Sua Diretriz segura que governa o Universo.
No culto da humildade não tenhas a presunção de resolver todos os problemas que te chegam. Preocupa-te em desincumbir-te fielmente dos deveres que te dizem respeito. Qualquer tarefa, por mais insignificante que te pareça, é de alta importância no conjunto geral. Faze, portanto, a tua função no concerto das coisas, consciente de que tua colaboração é preciosa e deve ser doada.
Não ambiciones a tarefa que te não diz respeito. Aprende a considerar o labor alheio e produze o teu serviço cônscio da significação do que realizas, adornando de belezas o que passe pelo crivo do teu interesse e do teu zelo.
Responderás diante da vida não pelo que gostarias de ter proporcionado, mas pelo que tiveste diante das possibilidades e de como te comportaste ante a ensancha.
Cultiva a humildade.
Humildade pela força da sua fraqueza nunca vai atingida: a lisonja não a envaidece, e a zombaria não a humilha. É inatingível pelo mal em qualquer expressão como se apresente.
Olha o firmamento e faze um paralelo: as estrelas faiscantes e tu! Compreenderás o valor da humildade.
Conquanto Jesus fosse o Arquiteto Sublime da Terra, não desconsiderou a carpintaria singela de José; caminhou imensos trechos descampados de solos agrestes a serviço do amor; conviveu com os mais difíceis caracteres sem melindres, sem falsa superioridade. Tão igual se fez aos infelizes que o acompanhavam que nem todos acreditaram fosse Ele “o escolhido”. No entanto, ainda aí não usou a presunção de convencer a ninguém, fazendo tudo aquilo para quanto veio e depois retornou, sereno, sem abandonar os que veio amar.
Lição viva e desafiadora, a Sua vida é convite para que meditemos e vivamos, incorporando à nossa existência essa pérola sublime da redenção espiritual: a humildade!
“Aquele que quiser tornar-se o maior, seja o vosso servo”. Mateus: 20-27.
Florações Evangélicas – Joanna de Ângelis – Divaldo Pereira Franco.
Cap.31
BOAS MANEIRAS
“E assenta-te no último lugar.” (Lucas, 14:10)
O Mestre, nesta passagem, proporciona inolvidável ensinamento de boas maneiras.
Certo, a sentença revela conteúdo altamente simbólico, relativamente ao banquete paternal da Bondade Divina; todavia, convém deslocarmos o conceito a fim de aplicá-lo igualmente ao mecanismo da vida comum.
A recomendação do Salvador presta-se a todas as situações em que nos vejamos convocados a examinar algo de novo, junto aos semelhantes. Alguém que penetre uma casa ou participe de uma reunião pela primeira vez, timbrando demonstrar que tudo sabe ou que é superior ao ambiente em que se encontra, torna-se intolerável aos circunstantes.
Ainda que se trate de agrupamento enganado em suas finalidades ou intenções, não é razoável que o homem esclarecido, aí ingressando pela vez primeira, se faça doutrinador austero ou reconduzir almas, é indispensável que o trabalhador fiel ao bem inicie o esforço, indo ao encontro dos corações pelos laços da fraternidade legítima. Somente assim, conseguirá alijar a imperfeição eficazmente, eliminando uma parcela de sombra, cada dia, através do serviço constante.
Sabemos que Jesus foi o grande reformador do mundo, entretanto, corrigindo e amando, asseverava que viera ao caminho dos homens para cumprir a Lei.
Não assaltes os lugares de evidência por onde passares. E, quando, te detiveres com os nossos irmãos em alguma parte, não os ofusques com a exposição do quanto já tenhas conquistado nos domínios do amor e da sabedoria. Se te encontras decidido a cooperar pelo bem dos outros, apaga-te, de algum modo, a fim de que o próximo te possa compreender. Impondo normas ou exibindo poder, nada conseguirás senão estabelecer mais fortes perturbações.
PÃO NOSSO – Emmanuel – Chico Xavier – cap. 43
TEMA
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INCENTIVO INICIAL
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ATIVIDADE
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Modéstia, humildade
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Apresentar uma cadeira (bem na entrada da sala) com papel colado escrito: RESERVADO PARA CONVIDADO ESPECIAL.
Obs.: não há nenhum, é apenas uma brincadeira. Contar isso só no final de aula.
Iniciar a aula dizendo que o convidado estava atrasado, perguntar se as crianças descobrem quem é, o que é um convidado especial? Dizer que já que o convidado não chegou, irá iniciar a aula.
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Desenho de um burrico, levando carga ao lado de um menino (servindo com humildade), sem o rabinho. As crianças vão colorir e colar lã para fazer o rabinho.
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