sábado, 15 de janeiro de 2022

Mesmo Ferido - vingança, ódio, rancor, perdão...

 

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As mídias utilizadas nas imagens foram retiradas do Google e pertencem aos seus respectivos autores. Isento-me de qualquer direito autoral. Não tenho qualquer tipo de lucro monetário, usando o material apenas para a prática didática da Evangelização Espírita Cristã.

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MESMO FERIDO

 

O rapaz fora rudemente esbofeteado num baile. Em sã consciência, não sentia culpa alguma. Nada fizera que pudesse ofender. Por mera desconfiança, o agressor esmurrara-lhe o rosto. “Covarde, covarde” — haviam dito os circunstantes. Ele, porém, limpando a face sanguinolenta, compreendeu que, desarmado, não seria prudente medir forças. Jurara, porém, vingar-se. E, agora, munido de um revólver, aguardava ocasião. Um amigo, no entanto, percebendo-lhe a alma sombria, instou muito e conduziu-o a uma reunião da Doutrina Espírita.

Desinteressado, ouviu preces e pregações, comentários e apontamentos edificantes.

Ao término da sessão, porém, um amigo espiritual, pela mão de um dos médiuns presentes, escreveu bela página sobre o perdão, na qual surgiam afirmações como estas:

— A justiça real vem de Deus.

— Ninguém precisa vingar-se.

— Mesmo ferido, serve e perdoa.

— A corrigenda do ofensor pode ser amanhã.

O jovem ouviu atentamente e saiu pensando, pensando…

Na manhã seguinte, topou, face a face, o desafeto, mas recordou a lição e conteve-se. Por uma semana se repetiu o reencontro, e, por sete vezes, freou-se prudentemente.

Dias depois, porém, retornando ao trabalho, encontra um enterro e descobre-se. Só então vem, a saber, que o grande esmurrador, aquele que o ferira, morrera na véspera, picado por escorpião.

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A Vida Escreve

Psicografia de Francisco Cândido Xavier/ Espírito de Hilário Silva












sábado, 8 de janeiro de 2022

Convivência

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CONVIVÊNCIA

Julieta Rocha

 

Nina é uma menina

Muito esperta e inteligente,

Muito bondosa e bonita,

Sempre encanta a toda gente.

 

Mas Nina tem um problema

Muito sério por sinal,

Se acha algo diferente,

Está errado, não é legal.

 

João é um bom colega,

Mas não gosta de estudar,

Não é boa companhia

Para com ela ficar.

 

Sara é alegre e amiga

E gosta muito de Nina,

Mas Sara fala tão alto,

Já não serve esta menina.

 

Quem sabe Clara não possa

Companhia lhe fazer,

Mas usa roupas tão feias

Sua amiga não pode ser.

 

Foi ficando tão sozinha,

Isolada, triste e, então,

Um forte sentimento

Tocou o seu coração.

 

Se não podia, ela mesma,

O seu jeito transformar,

Como é que pretendia

Aos outros querer mudar.

 

E pôde compreender,

Depois de muita insistência,

Que o que mais vale na vida

É uma boa convivência.

 

Tudo é diversidade

E a beleza aqui está:

Trocar sempre experiências

Com as lições que a vida dá.

 

Nina hoje é bem feliz,

Aprendeu de coração,

A aceitar e amar os outros

Como realmente são.







 

 

 

 

 

segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

O CESTO E A ÁGUA - estudo - disciplina - reforma íntima

 

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O cesto e a água

 

Um discípulo chegou para seu mestre e perguntou:

- Mestre, por que devemos ler e decorar a Palavra de Deus se nós não conseguimos memorizar tudo e com o tempo acabamos esquecendo? Somos obrigados a constantemente decorar de novo o que já esquecemos.

O mestre não respondeu imediatamente ao seu discípulo. Ele ficou olhando para o horizonte por alguns minutos e depois ordenou ao discípulo:

- Pegue aquele cesto de junco, desça até o riacho, encha o cesto de água e traga até aqui.

O discípulo olhou para o cesto sujo e achou muito estranha a ordem do mestre, mas, mesmo assim, obedeceu. Pegou o cesto, desceu os cem degraus da escadaria do mosteiro até o riacho, encheu o cesto de água e começou a subir. Como o cesto era todo cheio de furos, a água foi escorrendo e quando chegou até o mestre já não restava nada.

O mestre perguntou-lhe:

- Então, meu filho, o que você aprendeu?

O discípulo olhou para o cesto vazio e disse, jocosamente:

- Aprendi que cesto de junco não segura água.

O mestre ordenou-lhe que repetisse o processo.

Quando o discípulo voltou com o cesto vazio novamente, o mestre perguntou-lhe:

- Então, meu filho, e agora, o que você aprendeu?

O discípulo novamente respondeu com sarcasmo:

- Que cesto furado não segura água.

O mestre, então, continuou ordenando que o discípulo repetisse a tarefa.

Depois da décima vez, o discípulo estava desesperadamente exausto de tanto descer e subir as escadarias.

Porém, quando o mestre lhe perguntou de novo:

- Então, meu filho, o que você aprendeu?

O discípulo, olhando para dentro do cesto, percebeu admirado:

- O cesto está limpo! Apesar de não segurar a água, a repetição constante de encher o cesto acabou por lavá-lo e deixá-lo limpo.

O mestre, por fim, concluiu:

- Não importa que você não consiga decorar todas as passagens da Bíblia que você lê, o que importa, na verdade, é que, no processo, a sua mente e a sua vida ficam limpas diante de Deus.

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