sexta-feira, 18 de junho de 2021

A PARÁBOLA DOS TALENTOS - MISSÃO DO HOMEM INTELIGENTE

 

Tema: A PARÁBOLA DOS TALENTOS

MISSÃO DO HOMEM INTELIGENTE

Data: 19.06.2021

Para 1º e 2º Ciclos de Infância

Elaborada por Marita

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 Mídias

 As mídias utilizadas nas imagens foram retiradas do Google e pertencem aos seus respectivos autores. Isento-me de qualquer direito autoral. Não tenho qualquer tipo de lucro monetário, usando o material apenas para a prática didática da Evangelização Espírita Cristã.

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OBJETIVO: ensinar às crianças que tudo o que recebemos do Pai, inteligência, sabedoria, riqueza ou qualquer outro bem espiritual ou material, devemos multiplicar em benefício próprio e da Humanidade.

 

INCENTIVO INICIAL:


CONTEÚDO TEÓRICO:

“Porque isto é também como um homem que, partindo para fora da terra, chamou os seus servos e entregou-lhes os seus bens.

                E a um deu cinco talentos, e a outro dois, e a outro um, a cada um segundo a sua capacidade, e ausentou-se logo para longe.

                E tendo ele partido, o que recebera cinco talentos negociou com eles, e granjeou outros cinco.

                Da mesma sorte, o que recebera dois, granjeou outros dois.

                Mas o que recebera um, foi e cavou na terra e escondeu o dinheiro do seu senhor.

                E muito tempo depois veio o senhor daqueles servos, e fez contas com eles.

                Então aproximou-se o que recebera cinco talentos, e trouxe-lhe outros cinco, dizendo: - Senhor, entregaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco talentos que granjeei com eles.

                E o senhor lhe disse: - Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do seu senhor.

                E chegando também o que tinha recebido dois talentos, disse: - Senhor, entregaste-me dois talentos, eis que com eles granjeei outros dois.

                Disse-lhe o senhor: - Bem está, bom e fiel servo. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.

                Mas, chegando também o que recebera um talento, disse: - Senhor, eu conhecia-te, que és um homem duro, que ceifas onde não semeaste e ajuntai onde não espalhaste;

                E, atemorizado, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu.

                Respondendo, porém, o seu senhor, disse-lhe: - Mau e negligente servo; sabes que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei;

                Devias então ter dado o meu dinheiro aos banqueiros, e, quando eu viesse, receberia o meu com juros.

                 Tirai-lhe, pois o talento, e dai-o ao que tem os dez talentos.

                Porque a qualquer que tiver será dado, e terá em abundância; mas ao que não tiver, até o que tem ser-lhe-á tirado.

                Lançai, pois o servo inútil nas trevas exteriores; ali haverá pranto e ranger de dentes.”

                                                                                              (Mateus: cap. 25, v. 14-30)

 

 

            Dentre as parábolas de Jesus, talvez esta seja uma das mais importantes, pois, indubitavelmente, ela encerra uma advertência aos que não fazem bom ao que Deus lhes concede, enquanto encarnados na Terra.

            Todos recebemos uma parcela de bens quando nascemos: riqueza, sabedoria e outros bens, e, algumas vezes, todos eles juntos. Tudo isso em maior ou menor proporção, entretanto, uma coisa é inquestionável: a quem muito foi dado, muito será pedido, ou, em outras palavras, teremos que prestar contas de tudo aquilo que nos foi confiado, na proporção que tenhamos recebido.

            Na parábola deparamos com três personagens distintos: um deles recebendo cinco talentos, outro recebendo dois e o terceiro recebendo apenas um. Os dois primeiros, embora recebendo quantidades diferentes, foram previdentes e aplicaram o que haviam recebido, acumulando juros e prestando contas satisfatórias a seu senhor; o terceiro, por sua vez, embora recebendo a menor quantia, enterrou-a, deixando-a completamente improdutiva, tendo por isso sido severamente admoestado pelo seu senhor, em face de não ter procurado aumentar o capital que lhe fora confiado.

            Em nossa vida de relação ocorre o mesmo. Muitos de nós somos aquinhoados com sabedoria e outros bens, aplicamo-los de forma a aumentar o nosso cabedal de conhecimento, prestando contas a Deus quando da nossa reintegração no mundo espiritual, fazendo jus à recompensa, traduzida nas palavras: “Servo bom e fiel, foste fiel no pouco, muito te será confiado”.

            Existem, porém, os que guardam egoisticamente para si tudo aquilo que recebem, “enterram os talentos”, não beneficiando nem a si próprio nem ao seu próximo. Tanto os talentos e eles ficaram improdutivos.

            Um exemplo típico do servo bom e fiel, que soube aplicar e multiplicar os talentos recebidos, nos é propiciado por Paulo de Tarso. Recebendo na estrada de Damasco, o convite generoso para seguir a Jesus, não trepidou, e os talentos que havia recebido, e que até então estavam enterrados, duplicaram, triplicaram, quadruplicaram. . .

            Enquanto era implacável perseguidor dos cristãos e amante das tradições religiosas, distanciadas da verdade, ele havia enterrado os talentos, porém, tão logo se transformou no maior paladino da divulgação cristã, tornando-se de vacilante discípulo em verdadeiro consolidador das verdades cristãs, ele fez com que os seus talentos multiplicassem, merecendo de Jesus o qualificativo de “servo bom e fiel”, a quem muito mais seria confiado.

            Ao homem compete a responsabilidade de retribuir tudo o que recebe de Deus, no entanto, algumas pessoas se tornam preguiçosas, anulando todo o bem que recebem não produzindo nada de bom.

            Podemos simbolizar os que enterram seus talentos, homens como os doutores da Lei, do tempo de Jesus, os quais, com receio de perderem suas posições terrenas, não hesitaram em se levantar contra as verdades trazidas por Jesus Cristo e até aprovando a sua condenação.

            Homem diligente e sábio é aquele que faz com que os homens que Deus lhe confiou, se dupliquem, beneficiando a coletividade e disseminando bens de todos os matizes, trazendo luz e esclarecimento àqueles que necessitam.

            Homem negligente é o que enterra os talentos, é o que guarda as suas aquisições espirituais apenas para si, fazendo com que ela se torne improdutivas, constituindo um verdadeiro peso morto no seio da Humanidade.

            O homem, que enterra o seu talento, equivale ao que acende a luz e a coloca sob um vaso. Um deixa de beneficiar os seus semelhantes, outros deixa de iluminar aqueles que estão carentes de luz.

 

                        Texto retirado em parte do livro: AS MARAVILHOSAS PARÁBOLAS DE JESUS – Paulo Alves Godoy

 

 

A PARÁBOLA DOS TALENTOS

 

            O capítulo XVI de “O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO”, uma das obras integrantes do Pentateuco kardequiano, encerra preciosos comentários sobre a Parábola dos Talentos, extraída do Evangelho de Mateus, Capítulo XXV, v. l4.

            De entre esses comentários, destacamos aquele que nos parece de autoria do próprio Allan Kardec, embora não leve o seu nome. O estilo, dentro daquela linha de coerência e objetividade características do mestre lionês, reforça a nossa suposição. Assim sendo, tomemos a dissertação a respeito da passagem evangélica, como da lavra do Codificador dos princípios básicos da Doutrina Espírita.

            O arrazoado fundamenta-se na palpitante questão da desigualdade das riquezas, “um dos problemas que em vão se procura resolver, ao considerar-se apenas a vida atual”. Após esta breve, porém incisiva colocação, Kardec indaga: “Por que motivo não são todos os homens igualmente ricos?” E ele próprio responde, nestes termos: “Não o são pelo fato muito simples de não serem igualmente inteligentes, ativos e laboriosos para adquirirem a riqueza, nem sóbrios e previdentes para a conservarem”.

            “Ademais – continua Kardec – está matematicamente demonstrado que a fortuna igualmente repartida daria a cada pessoa bem pequena e insuficiente parcela.” De fato. Além de esse processo provocar o desequilíbrio econômico, criaria outros graves e decorrentes problemas de profunda repercussão social. Recorda-nos, a propósito, o que aconteceu ao círculo apostólico de Jerusalém, após a desencarnação do Mestre Jesus, quando se pretendeu instituir um “fundo comum de participação”, igualando-se, todos, econômica e financeiramente.

            Essa experiência comunitária viria encontrar fortes obstáculos que tenderam à sua dissolução. E por quê? Pelos mesmos motivos já apontados por Kardec, além das diferenças de caracteres, e, sobretudo, pelas inevitáveis pressões ambientais, além das fronteiras do grupo. Talvez, porém, desse certo se se tornasse hermético quais certas ordens religiosas, que se isolam. . . e se estiolam.

            Utópica seria, pois, qualquer tentativa de se estabelecer paridade econômica e financeira entre os homens, porque iria de encontro a naturais anseios de desenvolvimento das potencialidades morais e espirituais, acicates que impulsionam os Espíritos para frente e para o alto.

            Um dia, talvez, vivamos em sociedade onde prevaleça a justiça social e a equitativa distribuição da renda, com base nas leis naturais, porquanto a igualdade, em termos absolutos, como se pretende, torna-se impraticável, levando-se em consideração que a perfeição é infinita; e, destarte, sendo infinita, onde a igualdade plena?

            Enquanto isso, procuremos, a todo o custo, tentar por em prática os ordenamentos evangélicos, ponto de partida para a consecução de nossos mais lídimos e transcendentais desideratos: a conscientização das realidades da existência, em espírito e verdade!

 

ELUCIDAÇÕES KARDECISTAS – Carlos Bernardo Loureiro – cap. 3

           

INVESTIMENTOS

 

            Na desenfreada correria da ambição, a que se vê impelido, o homem moderno investe.

            Investimento na bolsa de valores, perseguindo moedas, acumulando títulos contábeis.

Investimento nas loterias. Tentando as raras explosões da “sorte”.

            Investimento em negócios mirabolantes, buscando resultados de alta compensação.

            Investimento nos jogos cambiais, ante as perspectivas da oscilação frequente da moeda-ouro, na balança internacional, para os cometimentos da estroinice.

            Investimento no mercado de capitais, para os grandes jogos financeiros, de modo a alcançar as altas metas do poder terreno.

            Investimento da saúde nas competições desportivas, disputando primazia.

            Investimento de paz, nos complexos mecanismos da usura como da desonestidade, por cujos processos, supõe e quer vencer. . .

            E não poucos são vencidos em tais investimentos, padecendo neuroses angustiantes, aflições inomináveis, desgovernos odientos.

           

 

            A máquina publicitária, muito bem trabalhada para estimular a ganância dos incautos que sintonizam com os refrões da moda negocista, estimula o comércio hediondo do sexo desgovernado, conspirando afrontosamente contra as fontes genésicas, abastardando-as, ante a conivência e aceitação mais ou menos generalizada.

            A onda alucinógena, invadindo lares e educandários, reduz as aspirações da inteligência e as expressões da emotividade, conduzindo todos às fugas espetaculares da realidade objetiva, facultando inevitáveis conúbios obsessivos com desencarnados do mesmo teor, em intercâmbio nefário.

            A pregação da filosofia cínica encarrega-se de descoroçoar os ideais da beleza, fomentando os campeonatos da insensatez como da desordem, reduzindo a cultura e a moral à condição de ultrapassadas pelo impositivo da nova ordem em que os valores apresentados são destituídos de valor real.

  

            Indubitavelmente o progresso é imperiosa necessidade de crescimento.

            Progressos, no entanto, na vertical das conquistas superiores e não na horizontalidade das paixões animalizantes e dos agentes dissociativos da comunidade, da família, do indivíduo.

            Investe, porém, tu, espírito imortal.

            Sem que abandones o campo de trabalho onde foste convidado a operar, lembra-se dos tesouros inesgotáveis da vida e aplica algum capital de horas, de valores monetários, morais, intelectuais e da saúde nos sublimes comércios com a Espiritualidade Superior.

            Com certeza, no jogo dos investimentos chegará a hora da prestação de contas, e então compreenderás que imediatos ficarão retidos nas aduanas da Terra, enquanto os da vida abundante, e somente estes, seguirão contigo por todo o sempre.

 

            FLORAÇÕES EVANGÉLICAS – Joanna de Ângelis – Divaldo Pereira Franco – cap. 6

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FIXAÇÃO:  


Neste vídeo devemos explicar às crianças que a palavra pecado quer dizer erros que cometemos, e a palavra satanás, os espíritos inferiores que perturbam.

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ATIVIDADE:


 

sexta-feira, 11 de junho de 2021

A Parábola dos Primeiros Lugares

                           Tema: A Parábola dos Primeiros Lugares

 

Data: 12.06.2021

Para 1º e 2º Ciclos de Infância

Elaborada por Marita

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Mídias 

As mídias utilizadas nas imagens foram retiradas do Google e pertencem aos seus respectivos autores. Isento-me de qualquer direito autoral. Não tenho qualquer tipo de lucro monetário, usando o material apenas para a prática didática da Evangelização Espírita Cristã.

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OBJETIVO: Ensinar às crianças que devemos sempre praticar a Humildade, exemplo maior que Jesus nos recomendou, mas que muitas vezes esquecemos.

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INCENTIVO INICIAL

Apresentar o vídeo da Turma da Mônica, explicando às crianças que exercitamos muita humildade e desprendimento com a doação de sangue, sem precisar trazer a imprensa ou tirar fotos. Deus não quer que façamos por interesse. Ele quer que façamos por amor ao próximo.

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CONTEÚDO TEÓRICO: 

https://dai.ly/x3ad36l - Este vídeo mostra bem esta Parábola. É só copiar e colar no google.



OS PRIMEIROS LUGARES

 

         Tendo Jesus entrado em casa de um dos principais fariseus a fim de ali tomar sua refeição, ao notar como os convidados escolhiam os primeiros assentos à mesa, propôs-lhes uma parábola, dizendo: “Quando fores por alguém convidado para um casamento, não te sentes no primeiro lugar, para não suceder que seja por ele convidada uma pessoa mais considerada do que tu e, vindo o que convidara a ti e a ele, te diga: dá o teu lugar a este; e então vás, envergonhado, ocupar o último lugar.

            Em vez disso, quando fores convidado, vai tomar o último lugar, para que, quando vier o que te convidou, te diga: amigo, senta-te mais para cima; então será para ti uma honra diante de todos os demais convivas. Pois todo o que se exalta, será humilhado; e todo o que se humilha, será exaltado.”

                                                                (Lucas, Cap.14, v. 7-11)

 

         Com tal parábola, Jesus aconselha que cultivemos a humildade e o desprendimento, virtudes do verdadeiro cristão.

         Não é fácil, pois requer sacrifício, pois ainda vivemos num mundo de Provas e Expiações, no qual há o predomínio do “egoísmo”, ou seja, o amor exagerado a nós próprios, cada qual procurando garantir sua própria felicidade, sem preocupar-se com os outros.

         A felicidade real e duradoura, somente acontecerá quando aprendermos a amar e cuidar de nosso próximo, trabalhando pela melhora moral da Humanidade.

         Espiritualmente falando, não há, pois, para os discípulos do Cristo, outro privilégio senão o de servir, e servir por amor, com dedicação e altruísmo, pois o que se faça por interesse pessoal ou por vanglória não produz nenhum resultado superior.

Aqueles programas de televisão que ajudam as pessoas, já receberam seu pagamento que é a audiência. Mas, para nós pode ser um incentivo a praticarmos a caridade, só que desinteressadamente.

         Servir, no sentido cristão, é esquecer-se de si mesmo, e devotar-se amorosamente ao auxílio do próximo, sem objetivar qualquer recompensa, nem mesmo o simples reconhecimento daqueles a quem se haja beneficiado.

O Espiritismo nos mostra, através das vidas sucessivas, outra aplicação dessa parábola: a de que a posição social que ocupemos numa encarnação pode ser a inversa em outra. Hoje, ricos, amanhã, pobres. Hoje, saudáveis, amanhã, doentes. Hoje numa linda família, que se não soubermos dar o devido valor, numa outra encarnação poderemos ser órfãos. Portanto, nunca devemos desprezar os dons, a família, os amigos e os bens que Deus nos deu.

         Não disputemos, pois, os lugares de destaque, nem aspiremos a ser os mais acessados na internet (Youtubers) ou coisa parecida, nem façamos questão de sermos milionários e famosos para recebermos honras e aceitação social. Seja a nossa luta no sentido de eliminar as diferenças abismais que separam, uns dos outros; e seja o nosso maior empenho aproveitarmos as muitas oportunidades que se nos apresentam, diariamente, de sermos úteis e prestativos aos nossos semelhantes.

         Sobretudo, guardemo-nos de fazer alarde de nossos méritos pessoais, porquanto, “todo o que se exalta, será humilhado, e todo o que se humilha, será exaltado”.

                                                          Bibliografia: Parábolas Evangélicas – Rodolfo Calligaris 3ª ed. RJ, FEB, 1983, pág. 81-84 –

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AINDA A HUMILDADE

 

            A força da humildade!

            Grandiosa, passa na maioria das vezes como fraqueza, ante os conceitos gastos da falsa moral. Tão nobre que se desconhece a si mesma.

            Atravessa uma existência sem despertar atenção, e nisso reside a essência do seu valor.

            Serva fiel do dever, não malbarata o tempo nas frivolidades habituais que exaltam os ouropéis. Avança sempre, produzindo com objetividade na direção dos fins que busca colimar.

            A humildade é muito ignorada.

            Virtude excelente é precioso aroma de sutil característica que vitaliza os que a conduzem.

            Toma diversas aparências conforme as necessidades das circunstâncias em que se manifesta. Aqui é renúncia, cedendo a benefício geral, esquecida de si mesma; adiante é perdão a serviço da paz de todos; além é bondade discreta, produzindo esperança; hoje é indulgência para oferecer nova oportunidade; amanhã é beneficência para manter a misericórdia; é sempre a presença de Jesus edificando a felicidade onde quer que escasseie a colheita da luz.

            A humildade, porém, somente é possível quando inspirada nos ideais da verdade. Enquanto o homem não se abrasa da certeza da vida superior, a humildade não lhe encontra guarida.

            Sabendo que a Terra é uma escola de experiências e ensaios da vida para a verdade, do mundo somente lhe vê as oportunidades de progresso, compreendendo a necessidade de aproveitar as horas.

            Todos os grandes heróis do pensamento, os mártires da fé e os santos da renúncia para lobrigarem o êxito dos objetivos a que ligaram a existência, se firmaram na humildade por saberem do pouco valor que representavam ante as grandes diretrizes da vida.

            A humildade em última análise representa submissão à vontade de Deus, doação plena e total às Suas mãos, deixando-se conduzir pela Sua Diretriz segura que governa o Universo.

    

            No culto da humildade não tenhas a presunção de resolver todos os problemas que te chegam. Preocupa-te em desincumbir-te fielmente dos deveres que te dizem respeito. Qualquer tarefa, por mais insignificante que te pareça, é de alta importância no conjunto geral. Faze, portanto, a tua função no concerto das coisas, consciente de que tua colaboração é preciosa e deve ser doada.

            Não ambiciones a tarefa que te não diz respeito. Aprende a considerar o labor alheio e produze o teu serviço cônscio da significação do que realizas, adornando de belezas o que passe pelo crivo do teu interesse e do teu zelo.

            Responderás diante da vida não pelo que gostarias de ter proporcionado, mas pelo que tiveste diante das possibilidades e de como te comportaste ante a ensancha.

            Cultiva a humildade.

             Humildade pela força da sua fraqueza nunca vai atingida: a lisonja não a envaidece, e a zombaria não a humilha. É inatingível pelo mal em qualquer expressão como se apresente.

            Olha o firmamento e faze um paralelo: as estrelas faiscantes e tu! Compreenderás o valor da humildade.

            Conquanto Jesus fosse o Arquiteto Sublime da Terra, não desconsiderou a carpintaria singela de José; caminhou imensos trechos descampados de solos agrestes a serviço do amor; conviveu com os mais difíceis caracteres sem melindres, sem falsa superioridade. Tão igual se fez aos infelizes que o acompanhavam que nem todos acreditaram fosse Ele “o escolhido”. No entanto, ainda aí não usou a presunção de convencer a ninguém, fazendo tudo aquilo para quanto veio e depois retornou, sereno, sem abandonar os que veio amar.

            Lição viva e desafiadora, a Sua vida é convite para que meditemos e vivamos, incorporando à nossa existência essa pérola sublime da redenção espiritual: a humildade!

            “Aquele que quiser tornar-se o maior, seja o vosso servo”.  Mateus: 20-27.

(Florações Evangélicas – Joanna de Ângelis –  Divaldo Pereira Franco. Cap. 31) 














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    FIXAÇÃO: 


A Lenda das três Árvores

Havia no alto da montanha três pequenas árvores que sonhavam o que seriam depois de grandes.

A primeira, olhando as estrelas disse:

– Eu quero ser o baú mais precioso do mundo, cheio de tesouros. Para tal, até me disponho a ser cortada.

A segunda olhou para o riacho e suspirou:

– Eu quero ser um grande navio para transportar reis e rainhas.

A terceira árvore olhou o vale e disse:

– Quero ficar aqui no alto da montanha e crescer tanto que as pessoas, ao olharem para mim, levantem seus olhos e pensem em Deus.

Muitos anos se passaram, e certo dia, vieram três lenhadores pouco ecológicos e cortaram as três árvores. Todas ansiosas em serem transformadas naquilo que sonhavam. Mas lenhadores não costumam ouvir nem entender sonhos!

Que pena!

A primeira árvore acabou sendo transformada num coxo de animais, coberto de feno.

A segunda virou um simples e pequeno barco de pesca, carregando pessoas e peixes todos os dias.

E a terceira mesmo sonhando em ficar no alto da montanha, acabou cortada em grossas vigas e colocadas num depósito.

E todas as três se perguntavam desiludidas e tristes: para que isso?

Mas, numa certa noite, cheia de luz e estrelas, onde havia mil melodias no ar, uma jovem mulher colocou seu neném nascido naquele coxo de animais. E de repente, a primeira árvore percebeu que continha o maior tesouro do mundo.

A segunda árvore anos mais tarde, acabou transportando um homem que acabou dormindo no barco, mas quando a tempestade quase afundou o pequeno barco, o homem levantou e disse: Paz! E num relance, a segunda árvore entendeu que estava carregando o Rei dos Céus e da Terra.

Tempos mais tarde, numa sexta-feira, a terceira árvore espantou-se quando suas vigas foram unidas em forma de cruz e um homem foi pregado nela. Logo, sentiu-se horrível e cruel. Mas, logo no domingo, o mundo vibrou de alegria. E a terceira árvore entendeu que nela havia sido pregado um homem. Para salvação da humanidade e que as pessoas sempre se lembrariam de DEUS e de seu filho JESUS CRISTO ao olharem para ela.

As árvores haviam tido sonhos… Mas as suas realizações foram mil vezes melhores e mais sábias do que haviam imaginado.

Temos nossos sonhos, nossos planos e por vezes, não coincidem com os planos que Deus tem para nós. E quase sempre somos surpreendidos com a sua generosidade e misericórdia.

Autor desconhecido        

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ATIVIDADE: Desenhar três árvores bem lindas para homenagear Jesus.

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